Saber programar bem não é vantagem competitiva em 2026 (e isso dói)

O ‘jogo’ mudou: escrever código é necessário, mas raramente é o diferencial. Diferencial hoje é impacto — e isso inclui engenharia.

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“Bicho dev que acha que ‘saber programar bem’ é vantagem competitiva em 2026 ainda não entendeu o jogo.”

Dói porque mexe numa crença confortável: “se eu for tecnicamente excelente, o mercado naturalmente me recompensa”.

Só que em 2026, em boa parte do mercado, a ordem é outra:

  • código é base, não troféu;
  • impacto é moeda;
  • e quem ganha é quem junta engenharia + produto + execução.

O dedo na ferida (sem carinho)

  • Codar bem virou esperado. A barra subiu e subiu rápido.
  • O gargalo real virou decisão e entrega. Transformar caos em roadmap, cortar escopo, lançar, medir, iterar.
  • Distribuição e timing importam mais do que “a solução mais elegante”. Elegância sem adoção é fanfic.
  • “Ser bom” em código não te protege de irrelevância. Te protege de bugs bobos. Só.

O contra‑ponto (pra não virar papo de LinkedIn)

“Saber programar bem” continua sendo diferencial em certos contextos:

  • sistemas críticos (fintech, banking, infra, pagamentos);
  • times que valorizam confiabilidade e performance;
  • produtos que escalam (complexidade real, não CRUD com ego).

Mas mesmo aí, o diferencial não é escrever código bonito — é gerar resultado previsível com custo controlado.

O que fazer amanhã (checklist curto e útil)

  1. Escolha um problema real e entregue uma versão que funcione (mesmo feia).
  2. Treine o músculo que pouca gente treina: clareza (RFC curta, PR explicativa, trade-offs explícitos).
  3. Aprenda um domínio (fintech, logística, e-commerce). Domínio = contexto = decisões melhores.
  4. Crie portfólio de execução: ship week toda semana (um resultado publicado).

Evidências / leituras que não são “motivacionais”

Fonte: https://x.com/DePaulaAllyson/status/2018318709199089957

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